História
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Da cana de açúcar ao café, passando pelo ouro
O povoamento do interior do território
hoje correspondente ao Estado do Rio de Janeiro deveu-se basicamente
aos colonos que se deslocaram do litoral e se dedicaram ao plantio
de cana-de-açúcar.
Ao final do século XVII, a lavoura açucareira
era a grande geradora de riquezas, caracterizando-se por enormes
latifúndios, poderosa aristocracia rural e uso intensivo
de mão-de-obra escrava, vinda da África.
O início do século XVIII é marcado por
grande corrida às riquezas das Minas Gerais: ouro e diamantes
viram produtos de exportação. Engenhos e plantações
se despovoam, mas a decadência da mineração
ao final do século traz de volta grande contingente populacional
à terra. Começa a ser plantado café.
Com invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão
Bonaparte, a família real portuguesa vem para o Brasil
em 1808 e o Rio de Janeiro se desenvolve rapidamente. Os cafezais
atingem Angra dos Reis e Paraty, evoluindo para o vale do Rio
Paraíba do Sul até as encostas da serra.
Para facilitar o escoamento da produção cafeeira,
novo sustentáculo do comércio marítimo,
foi construída em 1854 a primeira estrada de ferro do
país, ligando o Porto de Mauá (hoje Magé)
à Raiz da Serra da Estrela, no caminho de Petrópolis.
A abolição da escravatura pela Princesa Isabel
em 1888, porém, determina o declínio imediato
das grandes, luxuosas e requintadas fazendas de café.
Campos, Valença, Cantagalo e Vassouras, municípios
com a maior quantidade de escravos, foram os mais atingidos.
O desenvolvimento de novas alternativas agrícolas e a
instalação de numerosas indústrias deram
a seguir novos rumos à economia do Estado. Na região
hoje chamada Vale do Café, ainda restam fazendas coloniais
em perfeito estado de conservação, abertas à
visitação. Fazem parte de um roteiro turístico
perfeito para quem quer conhecer in loco boa parte dessa história.
Mais informações
Conselho de Turismo da Região do Vale do Ciclo
do Café
http://www.valedocafe.com.br
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