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Jardim Botânico
De volta ao Rio Império
8.Maio.2008
O Rio de Janeiro está comemorando este ano o bicentenário da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. A comitiva que veio para o Rio de Janeiro incluiu o Príncipe Regente D.João, a Rainha D.Maria I, e mais 10 mil pessoas. Entre elas, artistas europeus incumbidos de retratar a sociedade e a natureza. E profissionais contratados para realizar profundas reformas urbanas.
A instalação da Família Real no Rio de Janeiro foi responsável por uma transformação significativa para o estado. No dia 7 de março de 1808, a Família Real finalmente chegou ao Rio, então, a nova capital do império. Sem muita estrutura para recebê-los, muitos casarões foram adaptados às necessidades da corte e outros reformados ao estilo neoclássico. Assim foi o caso do Convento do Carmo, que hospedou a Rainha D. Maria I e parte da comitiva real.
Como herança dos tempos de capital do Império, o Rio de Janeiro guarda ainda nas ruas do centro monumentos e prédios públicos com arquitetura de influência européia, que constituem importante acervo histórico e cultural do país: Teatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Palácio Itamaraty, Biblioteca Nacional, Igreja da Candelária e Mosteiro de São Bento.
Fundado em 1808 por D. João, o Jardim Botânico surpreende com as gigantescas palmeiras imperiais, que ladeiam a entrada principal. Também é possível encontrar espécies em extinção, como o pau-brasil, aracá amarelo e pau mulato. Além da maior coleção de cactus do Brasil, com 400 espécies. Há ainda um jardim sensorial (plantas com odores e texturas) para portadores de deficiência visual. Lagos com espécies de vitória régia, lótus, papirus e água-pé. E um horto florestal para produção de mudas, principalmente espécies raras e florestais nativas.
Estão lá também as esculturas de Eco e Narciso, de Mestre Valentim, que foram as primeiras imagens fundidas no Brasil. Isso sem falar no Solar da Imperatriz, originário do mais antigo engenho de açúcar do Rio.
Além do Jardim Botânico, o Rio ganhou com a chegada da Família Real Portuguesa a Quinta da Boa Vista, que ainda conserva o palácio utilizado como residência real, e que atualmente abriga o Museu Nacional e o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro; O Paço Imperial, que hoje funciona um centro cultural com exposições, bibliotecas e lojas, e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Cultural Histórico e Artístico Nacional; a Igreja do Carmo, o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil e a velha Praça do Comércio. São também locais que fazem parte do roteiro cultural do Rio imperial.
Petrópolis: uma cidade Imperial.
A história da cidade começou em 1830, quando Dom Pedro I, filho de D. João, encantou-se pelo clima e beleza da Mata Atlântica e adquiriu a Fazenda do Córrego Seco. As terras foram herdadas por Dom Pedro II e deram origem, em 16 de março de 1843, a Petrópolis. O projeto urbanístico, tido como arrojado na época, ainda hoje pode ser apreciado quando se caminha pelas ruas do Centro Histórico, outrora sede da Fazenda.
Construída para ser a sede da Corte, Petrópolis ainda hoje possui a majestade típica das cidades que fizeram história. As mansões dos barões, viscondes e condes, situadas próximas ao Palácio Imperial, hoje um belo museu, revelam o estilo de vida de uma época romântica e aristocrática. De saraus e trajes sofisticados, de refinamento e poder.
O antigo Palácio Imperial, que atualmente abriga o Museu Imperial, é todo construído em estilo neoclássico. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a orientação pessoal do imperador, merecem destaque. Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne relíquias do Brasil Império como, por exemplo, a coroa de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do Museu Imperial. O museu adquiriu uma das peças mais importantes da história brasileira – a Pena de Ouro utilizada pela Princesa Isabel quando assinou a lei que libertou os escravos.
Também pode-se visitar a Residência oficial da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, que a adquiriu em 1876. Para um passeio mais completo pelo Império, uma ótima recomendação é a Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída em 1884 em estilo gótico francês do século XVIII. Destacam-se em seu interior obras esculpidas em mármore Carrara. A Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d’Eu.
Outra herança que também é um convite a um passeio é o Palácio de Cristal, que foi construído nas oficinas de S.A de Saint-Sauver-Les Arras (1789) na França. Com estrutura e vedação de vidro, o Palácio é um exemplo perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi palco de vários bailes, começando pelo da sua inauguração em 2 de fevereiro de 1884. Nele, a Princesa Isabel assinou a liberação de 103 escravos pouco antes da abolição da escravatura.
Petrópolis também abriga a casa do Barão de Mauá, Sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis. Foi mandada construir, em 1852, pelo Barão de Mauá, que utilizou nos gradis ferro fundido em sua fábrica. Há ainda o Palácio Rio Negro, que foi construído em 1889, pelo Barão do Rio Negro para sua residência, tendo recebido a sede do governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da República até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.
Roteiro:
Jardim Botânico
Telefones: (21) 3874-1808 ou 3874-1214
Site:
http://www.jbrj.gov.br
Paço Imperial
Telefone: (21) 2533-4407
Site:
http://www.pacoimperial.com.br
Museu Nacional
Telefone: (21)2562-6042
Site:
http://www.museunacional.ufrj.br
Museu Imperial
Telefone: (24) 2237-8000
Site:
http://www.museuimperial.gov.br
Palácio de Cristal
Telefone: (24) 2247-3721
Site:
http://fctp.petropolis.rj.gov.br
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